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nada é tão igual quanto parece ser, existem novos momentos, existe vida onde menos esperamos, o fim muitas vezes pode estar no vazio e o vazio é apenas uma palavra, eu não estou só em momento algum, não caminho pro nada... caminhar pro nada é ser oco por dentro e minha vida não é feita de vazio, até no momento da dor e da incerteza o sorriso me é a melhor arma, não gosto de mentiras, nem de falsidades, mas isso já me assustou mais.
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Priscila Martins
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19h30
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Quem sabe essa seja a primeira de muitas às vezes em que eu fique em casa num sábado à noite com vontade de chorar sem saber o motivo, melancolia passageira possivelmente, ou quem sabe o simples fato de estar aprendendo que o que é bonito são as coisas livres, sendo livre é mais natural, espontâneo...
Minha cidade tem estado miúda e eu tenho me sentido estranha, durante os últimos 10 dias as saídas diminuíram, a doença me pegou e eu tenho pensado bastante, principalmente no que é e no que se tornará minha vida, aquela velha história de arrumar as gavetas com uma lixeira do lado para se fazer a seleção dos duráveis, não duráveis e do que já está podre e deve ser ensacado e jogado bem longe de mim.
Mudando completamente de assunto, meu quarto nunca esteve tão aconchegante, os novos ares me trouxeram ótimas energias e ficar aqui escutando meu som com a janela aberta voltao a ser como antes.
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Priscila Martins
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19h34
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[Uma hora não tem mesmo jeito, as palavras chegam sem esperar, atropelam o que vêm pela frente, e aos dependes delas, restam-lhes apenas escrever e escrever, escravos de umas das artes mais belas. De volta, com muitas diferenças, com muitas alegrias e quase nenhuma tristeza.]
Coisas novas costumavam me assustar bastante, talvez eu não soubesse que mastigar com mais calma não faria tanto mal quanto engolir tudo de uma só vez, ou de cara tentar colocar pedaços de comida maiores do que os que cabem na boca, no fim eu acabava vomitando e preferia limpar sem olhar.
Dessa vez não há tanto medo de engasgar, se engasgar é porque haveria de ser assim, percebi que há uma mastigação mais lenta e saudável, surgiram comidas inesperadas claro, porém não assustaram. E eu que pensava que nunca ia comer verdura.
Então eu ando mastigando calmamente, por isso tenho a sensação de que tudo ainda está por vir. Assim me sinto melhor, bem melhor, sem náuseas.
[Saudações minhas]
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Priscila Martins
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00h29
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Eu bem que ainda podia estar na beira daquela praia cantando bossa nova pro vento, sentindo os pingos salgados do mar, pegando na areia, observando como tudo é mais simples do que eu imagino, deixando que por algumas horas o meu mundo seja aquele, sem querer enxergar a realidade, pensando na minha vida e no que ela representa pra muita gente, talvez isso não tenha importância pra qualquer pessoa, mas pra mim tem, pra alguém tem e isso me deixa feliz.
Há muito tempo que eu não sentia vontade de não dormir, só estou afim de pensar, de escrever, de dizer pra alguém importante o quanto esse alguém é importante, antes que seja tarde, antes que o tempo passe e leve tudo de bom que resta[va]. Tenho uma mania muito grande de me calar quando não devo e falar demais quando a situação não é das melhores, ai eu vejo o que o nervosismo faz com as pessoas.
Antes eu acreditava mais em gente, hoje não, parece que as pessoas que me rodeiam estão sempre com segundas intenções, e apesar de parecer que não, eu tenho medo de encarar a dor [e quem gosta de senti-la?], as brincadeiras com os sentimentos alheios estão cada vez maiores, sendo motivos de “ilusões” intermináveis, como se o amor fosse um sentimento chulo, que não precise de compreensão, de adubo.
O jeito mesmo é ir dando a cara pra ser batida, é assim que eu amadureço, errando a aprendendo. Não me arrependo de nada do que eu fiz até hoje, mas temo pelos que não sabem valorizar bons sentimentos, eu penso demais, não sei se isso é defeito ou qualidade. Eu espero demais, não sei se isso é paciência ou idiotice. Eu me entrego demais, e não sei se isso é bom ou ruim.
Mas ainda assim eu acredito nas pessoas. 0.o
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Priscila Martins
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00h34
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Tem uma menina ali sentada do outro lado da calçada, estou observando os olhos dela que devassam tudo o que não é conhecido por nós, foi nesse momento que percebi o quanto sou desatenta, o quanto eu ainda tenho de egoísmo dentro de mim. Olha!! Ela está sorrindo pro nada, como pode alguém sorrir pro nada? Acho que ela está ficando louca, ou eu que sou louca? Sorrisos á parte, acho linda a maneira como ela está ajudando uma senhora a atravessar a rua, gentilmente, apertando o botão do sinal, passando pela faixa de pedestres, tudo nos conformes, como eu jamais esperei que um ser humano fizesse.
E eu aqui, do lado de dentro desse apartamento fechado por mim, observando o mar tão de longe, esperando por alguém que toque minha campanhia e me chame pra sair pra algum lugar, no fundo, o que eu quero mesmo é caminhar na praia, aprender a olhar o mar com olhos de esperança, como aquela menininha que eu vi do outro lado da calçada, sorrindo para tudo e para todos, sendo chamada de louca.
Meus cobertores estão cheios do suor derramado ontem à noite, mas quando tudo passou só me restou o vazio, me disseram que o telefone irá tocar mais tarde e o convite chegará e eu como sempre fico nessa ância da espera, que mais me faz mal do que bem, pra que esperar? Se a vida é cheia de imprevistos? Caminhar é melhor... mais precisamente correr, não perder tempo, quando queremos algo é assim, costumamos não perder tempo com tolices.
Então vou por uma roupa, não vou usar o elevador, vou pela escada que assim tenho mais tempo pra pensar em como darei meu primeiro bom dia com aquele sorriso ao porteiro, sim, ele vai me chamar de louca, mas também já não vai importar. Hoje eu não sei se volto pra casa.
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Priscila Martins
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12h42
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Eu quis me livrar do meu blog, mas como assim me livrar do meu blog? E por acaso eu consigo parar de escrever? Não... eu não consigo, quando as palavras saiam correndo da minha frente eu sentia muita vontade de chorar de raiva, porque eu não sabia o que fazer pra arrancar tanta coisa de dentro de mim, hoje não, a história é outra, as palavras não saem correndo, elas vão buscar algo mais, vão atrás do que ainda está por vir e esperar eu passar lentamente por onde elas estão, e ainda me esperam com uma bela taça de vinho na mão, com direito a tira gosto!
Ando tranqüila, como eu jamais pensei que poderia estar, ainda meio “revoltada” com essas brincadeirinhas da Internet [tipo orkut, blog e fotolog], não sei o que chama tanta atenção da gente, eu poderia muito bem escrever e guardar tudo no fundo da minha gaveta que tem chave [como faço com muitos textos mais abertos e com personagens mais reais], mas minha vontade é mesmo de vir aqui e postar, se não perde graça! Mas porque? Pra que? Vá entender mais uma das interrogações que existem na nossa cabeça, eu que sei das minhas [que ainda são muitas].
E não... isso aqui não está abandonado!! Eu não consigo, ainda não devo! =)
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Priscila Martins
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00h47
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O fato de passar o final de semana em casa assistindo filmes estranhos e com a cabeça atolada em montes de livro não me faz bem, preciso do ar pra respirar, preciso do sorriso das pessoas dizendo que estão felizes por estarem num canto qualquer acompanhadas de pessoas que elas escolheram pra fazer parte de suas vidas. Não sei por que estou escrevendo dessa maneira se eu mesma estou me desconhecendo agora, entrar em sintonia com essas ondas também não me faz nada bem, e isso não significa que eu tenha dupla personalidade, significa o quanto eu ainda sou fraca.
Há dias venho tentando escrever alguma coisa que me mostre um conteúdo agradável e menos repugnante do que minha vontade de estar dentro de casa, mas como? Se hoje de manhã eu era uma das pessoas mais felizes que o sol fez o favor de acordar? É... Quem sabe a psicologia não saiba mesmo da mente humana, quem sabe eles não saibam nada sobre mim e nem sobre ninguém, a ciência acha que por ter “descoberto” a existência dos átomos esse mérito seja apenas dela, um mérito real, que só serve para provar á mente humana o quanto somos supostamente inteligentes.
É quando o ser humano começa a se conhecer menos ainda, porque eu não sei de mim e vocês não procuram nem saber porque estão aqui, porque têm vida, porque um hora estão sorrindo e logo mais à noite estão quase que enclausurando seu pensamento feliz em perguntas sem respostas, quem sabe eu esteja querendo ir pra longe daqui, quem sabe eu esteja apenas querendo ir pra onde é o meu verdadeiro lugar, e eu não dormi pra estar sentindo falta de tudo isso, o fato é que estou viva, respirando, coração pulsando atrás de completar algo que ficou pra trás ou que simplesmente não aconteceu.
Não sei porque minhas mãos não param quietas, não sei que força movem elas, se é minha mente humana desconhecida, ou se é meu espírito desconhecido. Só queria escrever que está tudo fora do canto e eu quero colocar no lugar. Quem sabe seja só saudade.
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Priscila Martins
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10h53
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cada um toma sim seu rumo na vida, as pessoas mudam, os ciclos de amizade também, mas têm partes dos momentos vividos que sempre ficam comigo, as lembranças, e essas eu não deixo morrer como muita gente faz! essas não se apagam, não pegam poeira, não se amontoam na mente como lixo!!
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Priscila Martins
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12h57
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Sei nem explicar esse tal sentimento que chegou agora, até mesmo porque não entendo os sentimentos, as intenções. Só sei que fases novas me deixam meio aérea por um tempo, procurando o rumo, a posição da lua, a continuação da estrada de areia branca que se confunde em tantas retas opostas. Agora que sei bem o que eu quero neste momento, arrumei um obstáculo, ou o arrumaram pra mim, tanto faz, ele já está mesmo no caminho... E não é que veio burlar meu sorriso? O que eu tanto esperei pra findar uma missão, mesmo que as coisas não acontecessem, mesmo que fossem rápidas ou lentas. Devagar foi o que eu me propus.
Tudo tem estado relativamente calmo, meus dias têm sido proveitosos, mas as coisas nunca saem exatamente como eu planejo, aliás, tenho aprendido que planejar demais não vale a pena. Eu preciso não ter pressa, preciso não esperar, observar o que acontece ao meu redor já está de bom tamanho e dessas observações vejo os tantos outros lados das histórias.
Quero todas as minhas amigas reunidas numa noite que acabará bem, sem rumo, sem planos, só com a velha e conhecida garrafa de vinho debaixo do braço e os sorrisos de mulheres solteiras no rosto, solteiras mas sempre apaixonadas (parece que tá todo mundo querendo ficar "só"). Quase que eu fui mais fundo do que eu deveria, alguém me puxou pelos cabelos e eu achei ótimo.
E foi um grande banho de água gelada (íssima).
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Priscila Martins
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01h53
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Tem momentos que eu tenho uma imaginação doentia, quando estou com medo de enfrentar alguma situação, crio todo um curta-metragem na minha cabeça, o que acontecerá antes, durante e depois. Isso é bom para evitar confusões desnecessárias, mas é péssimo para enfrentar o desconhecido, mas com o tempo as adaptações vão sendo feitas. O ser humano adora se enganar, enganar ou ser enganado. Fingir que nada acontece, que as coisas estão sob controle total.
Aprendi (in) felizmente a não confiar cegamente nas pessoas que me rodeiam, depois que fui crescendo física e mentalmente fui vendo e ainda vejo como as pessoas têm uma incrível capacidade de se aproveitar de muitas situações. Queria eu ter de selecionar em quem devo confiar ou não, queria que um sensor apitasse de longe quando pessoas falsas se aproximassem, só pra eu saber como lidar, mas isso não é possível, o jeito é deixar as coisas acontecerem e descobrir. É cobra engolindo cobra e no fim, restos são restos.
O que me deixa mais indignada mesmo é o fingimento que alguns atores da vida conseguem interpretar, a mais pura falsidade. Por isso tenho medo, por isso penso demais, por isso não vou, por isso que às vezes mesmo querendo eu fico, que seja bom ou ruim, até que se prove o contrário, agirei assim. Meu mal é se apegar fácil demais as pessoas.
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Priscila Martins
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15h58
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A depressão já fez parte de mim, da minha família e do meu dia a dia, me tirou uma das pessoas que eu mais amei nesta vida, talvez por pura fraqueza, quem sabe a sintonia do rádio estivesse baixa demais para pensamentos positivos, pelo sufoco, dor e sensações horríveis que ela causa, as pessoas procuram o alívio pro peito. Há o sofrimento de quem sente e o sofrimento de quem vê o sofrimento, de quem assiste de fora as crises de choro, á vontade de interromper a vida. Mas por qual motivo mesmo?
Acredito que quando uma pessoa adoece emocionalmente – não falo de tristezas passageiras – ela tenha bons motivos para entrar no quadro depressivo, é uma doença como todas as outras, pior do que um câncer, toma conta da mente, entorpece. Mas também acredito que as pessoas deixam que ela chegue, abrem portas, se entregam. Como muitas vezes nos entregamos á tristeza como se ela nos trouxesse felicidade e queremos o escuro como se ele nos trouxesse luz. Quando estamos no escuro não enxergamos um palmo á nossa frente, exemplo da falta de energia.
Quero a tristeza profunda longe de mim, lágrimas fazem parte de mudanças, desabafar é a melhor forma que encontro pra tirar pesos das minhas costas, nunca omito, falo do que sinto para quem realmente deve saber. Não me enrolo, não engano meu próprio coração, tento a todo custo tirar sentimentos ruins da minha estrada.
Então que eu percebi que minha vida mesmo é andar com um sorriso no rosto, ajudar a quem eu acho que tenho alguma coisa á oferecer, aprender a amar de verdade, porque o que eu mais sei fazer na vida é ser egoísta comigo, com os outros e com os meus sentimentos.
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Priscila Martins
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12h01
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É legal quando seus sonhos de infância vão se realizando quando se está mais velha, eu fico mais menina do que eu já sou, sorrindo pro vento e cantando pro nada.
Ele está aqui do meu lado, não arreda o pé de perto de mim, me lambe todinha, late a noite inteira na janela do meu quarto e morde meu pé como quem diz assim: “eu já gosto tanto de ti”, está me fazendo acordar ás 6 horas da manhã (coisa que nem em sonho eu fazia, a não ser pra ir pra aula), comidinha na boca... Eu sempre quis um cachorrinho, pois eis que enfim minha mãe me deixou ter um, o Porção! Bem... ele não é o mais delicado (pit Bull) mas anda me ajudando mais que muita gente!
E a alegria se faz presente depois de longos 4 dias fora de casa, voltei e muita coisa mudou. Começo de algo, fim do que não deveria ter sido. Quero vinho hoje, quero vento nos meus cabelos, quero gente sorrindo e dançando. Quero a minha liberdade restrita!
As palavras têm fugido de mim.
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Priscila Martins
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11h11
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É tarde demais! Essa frase curta me assusta, me dá calafrios, escutar esse vazio quando se quer muito algo que por algum motivo foi “deixado de lado” é ainda pior, sensação de perda, vontade de chorar só de lembrar do que passou e não foi cuidado como deveria. Por isso eu sempre cuido do que tenho dentro de mim, para não ser infeliz, para não guardar o que deveria estar sendo dito ali e naquela hora.
“Saiu pra namorar, perdeu o lugar”,tinha verdadeiro pavor quando alguém fazia (faz) isso comigo, mas levando pro lado sentimental, como assim eu perdi? Eu disse que não voltava nunca mais? Eu disse que os sentimentos nunca poderiam mudar? Eu disse que você poderia sentar no meu lugar ou oferecer minha cadeira pra alguém? Não... não é egoísmo, eu só acredito no que fica, no que é bonito, no que não vai embora com um “fim”.
Todos entram na minha vida seja como for e quando for (ou como saem) sempre são lembrados, até quem eu não conheço, quem eu vejo só de passagem e minha memória fotográfica ajuda. Pessoas não me deixam vazio, me deixam marcas que nem imaginam. O que seria de mim sem gente, sem caneta, papel ou palavras. Os piores momentos também ficam e exalam positividade por todos os meios, ainda bem que eu aprendi como enxergar isso.
Já deixei muitas vezes que a raiva e o ódio ficassem dentro de mim, hoje prefiro esquecê-los num canto bem longe, o carinho, a compreensão me saem muito mais barato, tudo isso porque a vida É SIM um vai e vem constante de gente, de palhaços e de boas energias. É tarde de mais não existe em mim, mas a mudança de sentimentos para algo melhor, mesmo que distante, faz da paz interior uma sentença, as coisas mudam meus caros!
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Priscila Martins
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13h43
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Duplo sentido, na contra mão, cuidado com a curva, estrada de mão única... o trânsito da minha vida anda engarrafado! É podre quando meus sentimentos resolvem fazer greve de entendimento emocional, mas eu já estou na quinta fase do manual dessa anomalia que invade a cabeça de quem pensa demais e age de menos.
1º fase - Você (eu) se desespera quando os tais não querem se comunicar com você (eu) chora impiedosamente, se atira no chão e pede a Deus pra quando você (eu) dormir sonhar com algo que te esclareça a bagunça da sua (minha) cabeça oca, você (eu) não sabe se corta os pulsos ou se atira de um rio raso que só existe quando chove.
2º fase – Você (eu) continua se desesperando quando eles resolvem voltar com a greve, ainda tem crises de choro impiedosas e clama ajuda a alguma força superior porque você (eu) não vai agüentar tamanha falta de piedade dos seus sentimentos, pensa em cortar um pouquinho acima dos pulsos só pra chamar atenção e entrar num rio de água doce chamando por um tubarão.
3º fase – Você (eu) já não chora tão desesperadamente, o choro está quase que conformado, pensa, pensa, pensa, chora, chora, chora, sua Mãe bate na porta do quarto mais você (eu) não está nem ai pros conselhos dela, pede pela milésima vez a ajuda de Deus, se machucar por conta da negação de feedback dos seus sentimentos? Nem em pensamento! Xô pra lá objetos cortantes e rios.
4º fase – Você (eu) já abre a porta do quarto pra sua Mãe, deita no colo dela, mas não diz porque ta quase chorando, não escuta mais músicas melancolias, não quer mais sofrer, os sentimentos são assim mesmo, fazer o que? Mas se mal diz e se taxa de inconstante, indecisa e criatura desnaturada. Continua pensando mas sem se desesperar e começa a escrever bobagens numa folha de papel.
5º - fase – Você (eu) já sabe que Deus tem coisa mais importante pra fazer do que ficar prestando atenção nas coisas que só você (eu) pode resolver, sua (minha) Mãe é a melhor amiga de todas, você (eu) se considera uma pessoa feliz e cria um blog novo. Quando os sentimentos se tornam duplos, mão única ou estão na contra mão, você (eu) não chora mais, apela pros 30 cm que une a razão e o coração, mais os conselhos da Mãe batidos no liquidificador (porque elas sempre exageram) e bola pra frente, cabeça erguida e sorriso no rosto.
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Priscila Martins
às
17h58
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Rum... “Ó vida cruel!” – diria eu num momento igual a este que veio que nem um furacão sobre minha cabeça, a certeza das incertezas fazem uma bagunça quase impossível de arrumar, só o tempo mesmo, só depois de muita dor de cabeça e pensamento posto no lugar mais alto que eu puder, quando tudo isso se junta com TPM então? Noooossa, não queiram saber, logo eu que tenho aquele tipo de TPM manteiga derretida, se me chamar de feia o berreiro já está aberto antes da frase ser terminada.
De um lado a felicidade nova sorrindo e me acenando aquele thau de quem vai mais queria ficar, do outro lado, a velha felicidade de costumes e muitas outras felicidadisinhas somadas e multiplicadas com uma convivência feliz que eu achava que fosse mais encantada do que é na realidade, um amor pra vida toda nem sempre é o amor pra vida toda que as jovens donzelas esperam, sinto muito desiludir as mocinhas que vêm aqui, mas o amor não é só sorrisos, o príncipe perfeito do cavalo branco em primeiro lugar não é príncipe, é sapo (quando a gente beija com vontade se torna o mais lindo dos lindos), ele não é perfeito (meu bem, perfeito mesmo? Só Deus e seu namorado passa longe disso), cavalo branco? Nem pensar (no máximo ele aparece num jumentinho que vem logo te pedindo arrego por ter agüentando tamanho fardo na viagem)!
Rá... O amor, aquele que supera obstáculos e vence as diferenças, minha paciência parece não ter fim e eu não sei como ela ainda não teve, parece que porque simplesmente as coisas têm de ser.
Então, “tudo pode ser nada vai acontecer não tema...” meu CD do mombojó que ele nunca mais devolveu tá fazendo falta (eles também levam suas coisas e nunca mais devolvem), eu precisava dessa música. No mais, eu amo, amo de verdade! Espero não temer, espero não pelo futuro (não gosto de previsões) mas por uma felicidade velha que seja nova! :) Que venham as mudanças.
:: Postado por
Priscila Martins
às
02h10
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