Meu antigos pensamentos... (Parte I)

Vasculhando minhas gavetas neste momento matinal de nada pra fazer, achei algumas de minhas agendas, eu sempre fazia o famoso diário de segredinhos desde os meus 11 anos, comecei a ler e quase tive uma parada respiratória (exagerada não né?) de tanto rir de mim mesma, das minhas próprias palavras, incertezas, certezas de que tudo ia ser sempre assim, questionamentos e de todos os ditos amores impossíveis. Algumas de minhas agendas eu queimei, por medo que alguma pessoa que eu deixei que invadisse minha privacidade lesse, erro meu, deveria ter guardado, não tinha nada demais, mas escritos que só pertenciam as minhas lembranças e mais tarde iriam me ajudar a sentir o cheiro de tudo novamente. E como nossa maneira de pensar realmente muda, os atos e depois que tudo passa e o resultado acontece, não rola mais o lance do desespero e dos porquês, tudo de torna cômico. Separei algumas partes importantes ou tolas que escrevi nas minhas agendas dos últimos 2 anos. Não, eu não escrevo mais nelas. E como eu escrevia sobre ele, rá... eu realmente acreditava.

 

“Ele nunca vai gostar de mim, ficou com todas as minhas amigas e nem olha pra minha cara”. (23/05/01)

Mal sabia que três anos depois...

 

“De manhã ele estava aqui comigo. Fui na minha Vó, e quando voltei o encontrei no quarto do meu irmão...” (09/08/03)

Talvez o pior dia da minha vida.

 

“Não sei porquê tanto medo. Medo de quê? De sofrer?” (15/09/03)

Aquilo que sempre me acontece, tudo antecipado, tinha medo do que eu já sabia.

 

“Quantos namorados são exatamente como o meu?” (15/09/03)

Não, eu não me referia ai a tudo que hoje sei. Referi-me a uma pessoa maravilhosa que se transformou. Enfim a resposta, muitos são iguais a ele, infelizmente.

 

“Sim, ele já foi embora há três meses e estamos namorando ainda.” (20/04/04)

Isso era o que eu pensava... Ou quer dizer, eu estava namorando sim, sozinha.

 

“Meu namoro não anda muito bem, estou triste com isso, espero que tudo se resolva logo.” (28/02/04)

Tudo se resolvia, mas sempre momentaneamente.

 

“Graças a Deus está tudo bem entre nós dois.” (29/02/04)

Eu não queria mesmo ouvir minhas própria voz.

 

Continua...

 

:: Postado por Priscila Martins às 16h19
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Os Bruzudangas

“Dissertar sobre uma literatura estrangeira supõe, entre muitas, o conhecimento de duas coisas primordiais: idéias gerais sobre literatura e compreensão fácil do idioma desse povo estrangeiro. Eu cheguei a entender perfeitamente a língua da Bruzudanga, isto é, a língua falada pela gente instruída e a escrita por muitos escritores que julguei excelentes: mas aquela em que escreviam os literatos importantes, solenes, respeitados, nunca consegui entender, porque redigem eles as suas obras, ou antes, os seus livros, em outra muito diferente da usual, outra essa que consideram como sendo a verdadeira lidima justificada isso por ter feição antiga de dois séculos ou três.

 

Quanto mais incompreensível é ela, mais admirado é o escritor que a escreve, por todos que não lhe entenderam o escrito.”

 

      (BARRETO, Lima. Os bruzudangas)

 

 

Acabei de ler esse livro, e gostei muito de como o Lima Barreto se referiu à literatura de alguns escritores nesse trecho do livro ai em cima, concordei com cada palavra e vírgula, às vezes as pessoas “passam o olho” e já saem dizendo do ótimo escritor que escreveu o tal livro. Tudo questão de ponto de vista, uma crítica a alguns literários brasileiros, já que todo o livro traz crônicas irônicas sobre a própria cultura brasileira.  

 

*Escutando: Bob Marley - I Know a place*

:: Postado por Priscila Martins às 21h52
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Naufrágio da “Esperança”

Aderna o grande “Esperança” em meio a muita água,

Bem em cima, talvez, do maior manancial do planeta...

Motivo de muita propaganda sensacionalista e “barata”!...

Mas o contraditório é que o “naufrágio” é em plena terra,

À beira de “verdes mares”, nunca, nunca “navegados”...

Assim, quem sabe, o vate português, se vivo fosse,

Ao ver o noticiário de tamanha catástrofe na “Internet”,

Lamentaria, pasmada, em versos, a “viagem” que jamais houve,

Ao contrário da que, heroicamente, cantou para seu povo...

E o “Verdão”, a padecer em agonia, a mercê de “ébrios” entorpecidos,

Que, envoltos pelos próprios “vícios”, desprezam as “verdes velas”,

Tomba a olhos vistos, “ancorado”, entregue ao tempo e aos temporais,

Há cinco longos séculos, que certamente não serão eternos,

Bem à disposição dos “ratos” e dos “comandantes” de “aluguel”,

Auxiliados por vil “camarilha”, sempre a postos de providente,

A açular os de “bordo”, marionetes “inconscientes”, na maioria,

Que gargalham e babam, parecendo viver no melhor dos mundos,

Inebriados pelos gritos de “gol”, pela miragem dos sambódromos,

E pela miríade fascinante das mil e uma vitrines de falsos cristais,

Como a “cantada” plim-plim, ópio sonoro, injeção sutil, fútil,

A mascarar com acinte o giro ininterrupto da ampulheta do tempo,

Enquanto a “roda” vai girando, girando, com poucos a perceber...

 

*Escutando: O Rappa - O Salto*

:: Postado por Priscila Martins às 15h14
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O dia após uma noitada é sempre estranho pra mim. Acordar muito tarde no dia seguinte, perder a metade do dia que poderia ser diferente, depois de tomar o café atrasado passar o dia ou a metade dele sem nada fazer dentro de casa, olhando sua Mãe pintar e conversar com aquela tia que você não vê há muito tempo ou se ver, nunca pára pra conversar, saber que sua própria família anda te metendo a tesoura pelas costas (não ligo mais pra isso), que aquela madrinha que você considera (e nem por isso vou deixar de considerar) não é a mesma pessoa que você imagina e que mais uma vez o teatro está chegando ao fim. Até o filme que você alugou e não era tão complexo, acaba se tornando estranho e falando de anjos que ajudam e trabalhadores do inferno que sempre atrapalham.

 

Falando da festa de ontem, acho que só me senti completamente a vontade por conta da minha roupa (fui do jeito que eu quis), do mar e da música que não me deixava parar quieta. Acho que não estou muito aí para aqueles mauricinhos com os mesmo papos de sempre “E ai gatinha sabia que você é linda?”, “Oi, acho que te conheço de algum lugar”, “Você dança muito bem sabia?”, “Te observo desde o começo da festa”, me poupe né? Coitados dos meus ouvidos, e eu não quero ser ignorante com as pessoas.  Sou meio viajante, isso faz mesmo parte de mim, fui sentar sozinha perto do mar, sentir o cheiro sei lá, me chamaram de doida. Será que eu realmente ainda devo me atrever? Respeito as pessoas, então não poderia reclamar lá, estavam no espaço deles que até um certo tempo atrás, eu achava que era meu, mundinho um tanto fútil. “Ai que banheiro lotado, estou me sentindo no mucuripe” – essa eu realmente não me agüentei, ri na cara da garotinha e admito que dei uma de moleca e apaguei a luz do banheiro, vocês não escutaram os gritos, hahahaha... – “Mulher, tu não vai acreditar, eu aqui com minha blusa de 113,00 e uma menina com uma igual a minha” – nossa, que coisa não? Eu quis ir, saber qual era, lugar diferente, mesmo assim prefiro os meus cantinhos, desacostumei total e não nego que fico feliz por isso.

 

Mesmo assim adorei tudo, as companhias, não os que estavam lá, mas os que estavam comigo. Dancei muito, uma rave na beira da praia, maravilha. Faltaram algumas pessoas que realmente me fazem bem. Vi o dia amanhecer, sozinha, como fiquei a noite toda , livre e feliz. Sorrindo com uma galera nova, mas que irão conhecer meu lugar favorito e tudo aquilo que me fez tão bem, na semana que vem. E ao som de Bob Marley voltei pra casa. =)

 

*Escutando: As Noites - Skank*  (Lembrando mesmo de tudo)

:: Postado por Priscila Martins às 00h42
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