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Uma cabeça cheia de labirintos, de grandes muros altos que até hoje só conseguiu ser aberta por uma única pessoa, aquela que no fundo está guardada dentro do mais terno pensamento, a mente reduzida àquilo que eu chamo de pó cintilante, o que brilha somente no escuro, e os outros que estão andando pelo momento diurno acabam notando quem segue de cabeça baixa, com a mão no peito, sorrindo e dizendo que ama a si mesmo com todas as forças inimagináveis por qualquer ser humano que esteja abaixo de seus valores e princípios. Valores e princípios esses, que dependem de cada um, dependem unicamente de quem és, e do que você quer para a sua vida.
Sabe aquela garota que sempre corre para junto do mar? Mesmo que seja quando ele está algoz e impossível de ser domado? Ela tem os cabelos vermelhos, antes longos e agora cada vez mais curtos, olhos castanhos pedindo mais vida do que ela já possui, uma boca de desejos escondidos no fundo de seus mais angustiosos momentos, pernas que sempre querem correr, braços que sempre querem parar quando estão enlaçados a algum corpo inerte e embevecido de bons sentimentos e um corpo de vontades inexplicáveis por sua linguagem ainda tão obscura. Sim! Para ela. Que dirá para aqueles que nem buscam os sentimentos nas mínimas coisas como tenta fazer aquela menina sozinha.
Apenas 17 anos, 2 de algum juízo guardado bem no meio da cabeça, alguma parte de responsabilidade por saber que de alguma forma tenho que dar um jeito em alguma coisa, doida da vida por não se importar em lavar a louça nos dias de domingo e feliz por não ser mais aquela mulher que eu pensava e nem aquela menina que eu tanto evitava. Apenas uma moleca que nunca vai deixar de ganhar altura, e sempre pedindo sorrisos para não deixar que minha alegria se vá com o mundo dos adultos. Quero surpreender-me sempre com o vôo das borboletas que eu tanto admiro, e nunca dizer um NÃO aos meus passos mais fortes em direção a linha azul.
*Escutando: Cazuza - Eu preciso dizer que te amo*
:: Postado por
Priscila Martins
às
01h25
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Cheia de livros para terminar de ler, dormindo até 12:00 do dia, insônia, indo dormir apenas as 4:00 da manhã, mesmo que fique bolando na cama de um lado para outro, nem adianta tentar. As palavras me abandonaram nessas madrugadas perdidas, nem chamam meu nome e sequer me dão alguma inspiração, mesmo que seja para escrever uma frase de um texto que eu posso terminar qualquer dia desses. Deixo tudo de lado, para ver como vou fazer quando a rotina voltar a se fazer novamente no mês que vem. Férias sempre têm esse clima de nada pra fazer e eu não gosto nada dele.
Na falta do que escrever a gente sempre acaba falando de uma coisa qualquer, e hoje eu me peguei sem saber escrever sobre a alegria. Talvez eu até soubesse se realmente me sentisse assim, ou quem sabe eu me sinta e não sei mesmo escrever sobre ela, um sentimento tão puro e tão difícil de se alcançado. Apenas ando pensando, em como as coisas voltam pro seu lugar quando devem, em como as pessoas gostam de abandonar o barco quando ele está na metade do oceano, no quanto gostamos de pessoas que não devemos, no quanto nossos verdadeiros amigos são indispensáveis em qualquer farra casual, em como algumas coisas não precisam ser resolvidas e em como a gente se pergunta demais e acaba fazendo de menos.
E, um viva deixado a minha alegria de ontem, ao lado de pessoas que me fazem sentir bem, num local que eu me sinto bem, perto do mar e gritando amor febril ao ar que passava pelos meus cabelos curtos e pelos longos cabelos dele, que me abraçava de uma maneira inocente, como se não quisesse que o dia 27 chegasse tão rápido, tendo que voltar para a sede política brasileira.
*Escutando: Cold Play - In My Place*
:: Postado por
Priscila Martins
às
19h57
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Vida maluca
Por: Priscila Martins
As pessoas estranhas
A vida esquisita
O mundo desabitado
Vida nova sem espaço
Morte sem sentença
Violência, sempre a violência
Amor próprio sem coração
Choro sem lágrimas
Sorriso sem risada
Voz sem som
Mente sem inteligência
Homem sem mulher
Mulher sem homem
Amor sem loucura
Sexo sem toque
Vida sem viver
Vida sem saber
A vida a levar
O espírito a avançar
Corrida maluca da vida
Sem correr
Sem andar
Tentando o caminho encontrar
A vida é evolução
Razão
Intenção
Gratidão e mesmo a ingratidão
Leve como uma pluma
Também pesada como uma pedra
:: Postado por
Priscila Martins
às
03h18
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