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“Lá está ela, tomada por algo que ninguém vê, ninguém viu e nem ela sabe explicar de onde vem, só sabe que tem horas que está, mas não está”.
Pode bater, eu já disse que não adianta, não é má vontade apenas não irei responder, estou afim de calar e de pensar no que há entre a divisória do céu e do mar, no limiar do azul com o braco, encontro algo que chama minha atenção, mas nem adianta perguntar, que por enquanto eu não sei e nem vou explicar.
Escuto asneiras por toda parte, da minha boca, da boca dos sábios (que pensam que tanto sabem, mas na realidade apenas supõem), da boca dos infelizes, da boca dos pobres, dos lascados e endividados. De mim, coitada! O meu ouvido quer pular e correr a léguas de distância, para não viver junto das palavras sem razão. O ser humano tem dessas. [...]
Agora, neste exato momento, eu estava aqui, mas nem tava. Sou só eu aprender a errar, que vou começar. De onde uma revolta vem? Da volta do que passou? Ou do ódio que guardou? Por isso eu decido sumir e não sumir, para não pensar tanto no mal e conviver com o bem alguns instantes de minhas horas. Mas volto, porque não posso esquecer do meu tudo nesse momento, ainda sou uma menina má!
“Hei, olha ela ali. Vê toda aquela luz branca acolá? Só Deus sabe onde tanta brancura vai parar.”
:: Postado por
Priscila Martins
às
12h21
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Caminhei ontem por quase toda a cidade, me assustei com a volta da insegurança, quis sair correndo de casa com as mãos na cabeça, pedindo para que ela não volte a tirar meu sono, perguntando o porque da perseguição e que por obséquio saísse do meu caminho de uma vez por todas, ela acaba tornando os dias longos e eu acabo querendo falar muito mais do que minha boca pode traduzir.
Não sei porque tenho tanto medo de perder os que estão ao meu lado, se eu mesma não tenho medo de me perder do outro lado, de me perder de alguém, ou de me perder do meu próprio corpo.
Já gostei de fazer promessas eternas as pessoas que entram ou já estão na minha vida, mas o tempo mostrou que as promessas não são válidas quando o fim chega bem antes do previsto e já que para quase tudo se tem um fim, como fazer promessas certas? Para que fazer certas promessas? Não devo fazer promessas que não sei se irei cumprir, não gosto de fazer promessas para esperar demais, promessas na maioria das vezes são enfeites e promessas enfeite são expectativas em demasia.
Tenho que trazer meu pensamento de volta pra cá, para o presente da gente, viver toda a felicidade que pertence a mim e aos que moram no meu cotidiano, pensando assim, devo tirar as mãos da cabeça, sentar ali debaixo do abacateiro e pensar que a vida não é complicada, eu que a complico. Além do mais, eu sempre tenho os exemplos que trazem de volta a minha felicidade, sem promessas, apenas vivendo os sonhos e os pensamentos.
:: Postado por
Priscila Martins
às
13h38
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