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Derramar lágrimas por simples ironia do destino, aprender com elas é o que me resta fazer agora. Não devo pintar meu rosto e sair na rua esperando um motivo para trazer meu sorriso sincero de volta, aproveitarei este momento para mais uma vez mudar os hábitos e colocar o meu quarto em ordem depois de um bom e maravilhoso tempo.
Quando resolvo seguir um caminho, é porque ele está repleto de sentimento, não costumo enfeitar as minhas vontades com o desnecessário. E eu pensei que não precisaria fingir, não precisaria omitir, mas me enganei mais uma vez, no mundo em que vivo, sinceridade nem sempre cai bem, às vezes é melhor que eu me cale e me faça de morta, do que dar uma de moça sincera. Como já haviam me dito: “CUIDADO!!!” E eu não sei se cuidei de mim, não sei se agora estou cuidando de mim.
Meu quarto possui um vazio como a muito tempo eu não enxergava, as fotos mudaram de lugar e minha cama nem se quer consegue aquietar meu espírito angustiado por dores sinceras e recém-chegadas, mas que logo devem ser curadas pelo tempo e por novas emoções e com elas o amadurecimento ganho com mais uma perda de uma pedaço de mim, assim é a lei da humanidade, está aqui uma hora, acaba, e já não está, como se nunca tivesse acontecido algo maior.
Como disse uma amiga: “os rostos saem do porta-retrato antes de saírem do coração, da cabeça. As lembranças se enfurnam em gavetas desarrumadas antes de fazerem parte totalmente do passado. O sentimento é posto de lado até que tudo se acalme. E depois, calma, logo, logo tudo passa.”
:: Postado por
Priscila Martins
às
11h27
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Estou aqui de frente pro computador pensando no que escrever sobre o que eu estou sentindo, mas é uma péssima idéia eu tentar escrever sobre um sentimento que antes de qualquer coisa está me tirando o raciocínio lógico. Apesar de eu saber que passa, de que uma hora tudo fica bem, também sei que por instantes o chão sai das minhas vistas e eu fico com medo dos tantos buracos que eu vejo na minha frente. Também acho que quando escrevo e não estou pelo menos com uma parte de mim pulsando em felicidade, faço um drama “literário” que só quem vem por aqui sabe.
Enfim... Dentro de mim as coisas não estão bem, não sei se já deveria ter sentindo essa dor antes de agora a pouco, não sei nem se a senti alguma vez, não, eu não senti, ela é diferente, toda dor tem sua individualidade. Eu disse que não deveria ter feito promessas demais e nem criado expectativas demais e acredito que isso que faz com que as coisas não pareçam tão monstras.
A noite toda acordada querendo acreditar!
:: Postado por
Priscila Martins
às
08h43
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