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Criei na minha mente uma autodefesa em relação aos sentimentos que me trazem a depressão, mas chorar eu posso e assim o faço como se o mundo fosse acabar no dia seguinte, sofrimentos não devem ser poupados e sim sentidos, para que as coisas realmente voltem ao normal quando colocamos nossa cabeça no lugar e começamos a rir do que passou. Estou me refazendo de uma situação incômoda que quase me atolou na areia, não que tenha sido ruim. As lembranças são as mais belas possíveis, e como é natural de qualquer ser humano, não queria que as coisas boas fossem embora, mas a males que vêm para o bem e vice versa.
Passei o dia quase todo sem falar, querendo dormir e sonhar com uma resposta, mas as respostas eu sei que tenho de achar sozinha, convivendo com meus conflitos e não ouvindo promessas como se elas fossem inquebráveis, só tenho certeza de uma coisa na minha vida e isso não será dito nesse texto, ao Autor da minha vida pertence os meus dias de alegrias e minhas certezas.
Ando me tornando cada vez mais distante deste mundo virtual, é que essa semana eu realmente enjoei de ficar horas de frente pro computador, conversando, lendo e olhando as horas passarem como se eu não tivesse nada pra fazer. Ando ocupada e como já disse uma vez, meu tempo anda curto demais pra eu ter o privilégio de estar fazendo: nada.
Tudo passa, assim como os carros e os aviões! Assim seja... :)
:: Postado por
Priscila Martins
às
21h03
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Quando me tranco dentro do meu quarto para escutar música clássica, meu espírito mal se contém no lugar onde por dever deve manter-se, ousa saltar para fora do meu corpo e caminhar por uma grama verde, como se eu não mais estivesse em terra firme.
Há a preferida, aquela em que me deleito e sou capaz de colocar pra repetir um dia todo sem medo de enjoar, Cantata 174, Bach. Não sei decifrar o que ela quer me dizer de tão extasiada que fico quando ouço a primeira melodia, que me leva até a última de olhos fechados para onde o vento queira seguir.
PS - Ainda bem que não possuo um óculos de armação preta. (moda, isso daria outras mil letras)
:: Postado por
Priscila Martins
às
18h39
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