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Desde muito novinha que eu era meio asilada pra sair de casa, via minhas primas mais velhas se arrumando e os carros dos amigos delas chegando e eu ficava me coçando pra me esconder dentro de um carro daqueles e me mandar, mas a resposta da minha Mãe sempre era o NÃO muito bem dito, hoje vejo o quanto eu era pretensiosa de querer sair de casa com meus ditos 12 anos mal feitos e mal vividos. O que me chamava mesmo atenção era turma, o movimento que a casa tinha, o quarto que ficava com a porta trancada e as amigas da minha prima conversando sobre os acontecimentos da noite ou o que não foi dito por falta de encontros, e eu ficava imaginando quando eu teria idade suficiente para ter minhas turma, meus amigos e minhas festas.
Hoje eu digo com a boca cheia que eu saio e tenho minha turma de amigos, esses que me acompanham sempre, que não preciso de rodeios para dar um conselho, que sempre guardam minha vaga no carro e quando eu não tenho um tostão furado me emprestam dinheiro só pra eu bater o ponto onde quer que eles estejam, cúmplices de alegrias e tristezas, de rolos e desenrolos.
Mas não há nada que pague uma saída com gente nova, respirando outros ares, olhando o movimento dos corpos, sentir as energias das amizades que também são formadas há muito tempo, a linguagem, o rítimo dançado por elas. Por isso adoro conhecer gente nova, não costumo me enfiar em minhas amizades e esquecer de todo o resto, aprendo muito observando e a noite (ou o dia) sempre acaba melhor do que todos os outros.
Aos meus amigos, deixo o amor que tenho por cada um deles, pelo prazer de compartilhar palavras, garrafas de vinho e ideais para um futuro que ainda não sei onde está. Especial é aquele que entra na minha vida, porque nunca sai como se nunca estivesse vindo.
:: Postado por
Priscila Martins
às
16h54
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É isso mesmo! Sem aula no outro dia ás 6:00 horas da manhã, o sono desaparece do horário “normal”, estou acordando quase meio dia novamente e não estou nem acreditando que fui capaz de quebrar uma regra feita por mim mesma, que teimosia, dormir cedo e acordar mais cedo ainda pra ouvir o canto dos pássaros foi o que eu me prometi, mas eu nunca gostei de obrigações e acabo alterando as normas, faço isso com algumas que não sou eu quem projeta, que dirá com as que eu jogo no meu pensamento.
Sempre dou um jeitinho de fugir de certas obrigações, ás vezes meu quarto fica de uma semana largado as traças, vou usando as roupas e jogando na minha poltrona (e olhe que eu não sou desorganizada), vou lendo livros e deixando na minha mesinha de cabeceira, quando me dou conta, está tudo por cima de tudo, ai eu dou uma geral, pelo menos o meu quarto eu gosto de arrumar quando tenho vontade, assim a disposição é bem maior.
Voltando ao sono, eu deveria estar sonhando com os anjinhos neste momento “madrugadal” em que as palavras se tornam sentimentos. Amanhã acordarei quase meio dia, ficarei me mexendo na cama até criar coragem pra falar (o cheirinho do almoço nas minhas narinas), escovarei os dentes, falarei bom dia para a minha Mãe com a cara lisa de quem diz: “desculpe por não ser como você sempre sonhou, desculpa por acordar essa hora e me desculpe mais uma vez por não ter nada o que fazer, um dia você verá que me formarei e serei mais uma besta precisando do tolo dinheiro (mais do que já preciso hoje)” e me sentirei estranha por não ter nada programado pro dia além da academia que eu estou quase abandonando outra vez.
Uma hora o sono volta ao normal e o meu cansaço não será eletricidade, será apenas cansaço, levando consigo cada letra que me traduzem esse estado momentâneo e normal na vida de qualquer um que viva.
:: Postado por
Priscila Martins
às
13h29
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Confesso que meu caminho tem andado meio torto, até que as coisas voltem pro seu devido lugar ele estará assim, não adianta eu me desesperar e tentar concertar tudo sozinha, eu sempre tive essa teima. Mas hoje vejo que apesar de ter minha individualidade, sozinha não chego há lugar algum, sempre preciso de um meio de transporte e ai de quem não parecisa! Arrumei o que eu podia e o resto não deu, há móveis pesados demais dentro de mim. O que tenho feito muito é pensar e tenho tido bastante tempo para isso, tenho tido oportunidade de escolher estradas e refazer mancadas que dei do caminho antigo até este novo.
Tenho conseguido tantas respostas válidas que meus questionamentos sobre a vida estão quase nulos, estão todos sendo muito bem respondidos por quem sempre esteve perto de mim e eu me dei conta disso agora, creio que um dia isso acontecerá com todos, com quem tiver olhos para ver e ouvidos para ouvir.
Não sinto falta de farras, de bebidas ou de cigarros, pela primeira vez estou encarando um obstáculo naturalmente, sem os escândalos interiores, e como não quero cantar vitória antes do tempo, apenas permito-me dizer que a sensação é maravilhosa, travar batalhas com o meu interior nunca me foi uma experiência muito boa, conversar com ele civilizadamente são outros quinhentos e a visibilidade do outro lado se torna muito mais nítida.
:: Postado por
Priscila Martins
às
12h56
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Deveria ter evitado
Mas não o quis
Sentir o que não tenho
Ouvir tudo por uma noite
Deixar que o vento mostre
Que o torpor acompanhe as palavras
Em cima de qualquer ladeira
Por baixo de qualquer árvore
:: Postado por
Priscila Martins
às
02h29
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Quando eu percebi estava no meio de um furdunço enorme, sendo empurrada de um lado ao outro por uma multidão de gente que não sabia nem o que estava fazendo ali, se pela folia ou por simplesmente terem a vontade de expor suas figuras com calças coladas, blusas curtas, músculos de academia, mas do que já expõem no dia a dia. O mesmo que não saber de si, não saber o que servir e para que servir. Um enrola, enrola de mãos e beijos na boca de uma noite só, sem sentimentos, sem conhecimento, talvez isso sirva de automassagem para o ego tão pequeno quanto um grão de mostarda, mas quem sou eu para me julgar e em seguida julgar a elite da sociedade cearense que se encontrava no tal ceará music, se eu estava lá procurando por diversão e querendo ouvir as únicas duas bandas que me fizeram comprar o ingresso daquele dia.
Ás sete horas da matina, estava eu chegando em casa com os pés cansados, com o pescoço doendo de ter batido cabeça na hora do show da Pitty (que sabia que o hard core tão clamado por mim não poderia ser tocado ali no meio daquela multidão sem sentido, o que foi péssimo) e depois de ter sido olhada com desdém por ter pulado feito uma louca e ter curtido o show até a última nota, não, eu não quis mesmo estar ai pros olhares, fechava meu olhos e deixava a música me levar pra onde fosse.
Outro dia nasce com o sol que eu encontrei no meio dia que me despertou, maquiagem preta saindo dos olhos, cabelos recém tingidos manchando o travesseiro, arrumar as malas e cair pro lado de lá do estado pra poder descansar, eu precisava do interior, de um lugar no meio do mato, uma rede, um rio de águas correntes e uma amiga que a muito eu não parava pra colocar o papo em dia.
Término de um ciclo, começa outro hoje, não por ser segunda-feira, mas porque eu resolvi não mais voltar atrás e ir passear por aí novamente. Mas com uma condição: sabendo que não se conta tempo para vida!
:: Postado por
Priscila Martins
às
12h16
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